sábado, 20 de agosto de 2016

EM TRAVESSURAS O ODONEL ME SUPERAVA COM MUITA FOLGA


O Odonel, em questão de travessuras era bem mais
inventivo que eu que ia sempre na dele.
VIDA NA ROÇA - Era o mesmo lugar, nas Águas das Perdizes, perto de Regente Feijó em São Paulo. No lado mais alto ficava o rancho do tio Dito que trabalhava nas lavouras com seus filhos mais velhos: o Zezé, o Branco, o Geraldo e o Joubert. Ao Odonel e a mim, ambos com a mesma idade, só tínhamos tempo para brincadeiras e traquinagens. O Odonel, em questão de travessuras era bem mais inventivo que eu que ia sempre na dele.



Embora fosse proibido, de um jeito ou de outro, amava fumar escondido e encontrava os lugares mais estranhos para ocultar os produtos de seu vício. A tia Verônica não passava a mão na cabeça de ninguém. Se o apanhasse fumando a tunda (Tunda?! Tunda é uma série de pancadas dadas a alguém como castigo) era terrivelmente severa. Ela fazia constante uso de uma boa vara. Mas estou divagando a toa. Vou contar mais uma que aprontamos, agora com o primo Joubert.





Na parte mais baixa onde morávamos, se encontrava o rancho do Mariano, casado com a d. Brígida, mãe da Lia que, mais tarde, se casou com o Geraldo. 





Sempre no meio dos pastos havia trilhas estreitas e, às vezes profundas e cobertas por ramagens pelas quais passava o povo da região. Os moleques costumavam amarrar as ramas das guanxumas para prender os pés dos passantes. A d. Brígida, a quem todos chamavam de Brisa, muito gorda, um dia tropeçou numa dessas armadilhas e levou um tombo colossal. Felizmente nada de mais grave lhe aconteceu.
A d. Brígida, a quem todos chamavam de d. Brisa, muito gorda, um dia tropeçou numa dessas armadilhas e levou um tombo colossal.





Mas vamos à história do Joubert. O Odonel e eu queríamos assustá-lo com uma armação, feito fantasma, no meio do carreador. Já era noitinha. E lá vinha o Joubert descendo para a casa do Mariano. Nós dois escondidos. Tínhamos feito um amarrado de guanxuma antes da armação. Quando ele viu aquele estrupício - o fantasma - no meio do carreador gritou:
 Tínhamos feito um amarrado de guanxuma antes da armação




- Ah, cambada de bobos! Pensam que vão me assustar com essa tranqueira?



... tropeçou na armadilha levando aquele senhor tombo!
E avançou para derrubar tudo com um ponta-pé, mas, nem chegou perto e tropeçou na armadilha levando aquele senhor tombo!



Apreciamos tudo em indispensável silêncio a saímos de fininho para não apanhar do primo que era bem mais forte que nós. Guardamos as risadas para bem mais tarde.





VEJA demais PUBLICAÇÕES EM GOOGLE+


Leia também esta: 


Nenhum comentário:

Postar um comentário