sexta-feira, 19 de agosto de 2016

PERNA... PRA QUÊ TE QUERO! O PRIMO GERALDO NOS PERSEGUIA FEITO UM TOURO FURIOSO!

Meu primo Geraldo era meio doidão e fazia das suas. Nem vou contar aquela da espingarda que ele fez com o a haste de um guarda chuva. A sorte foi que o treco não funcionou! 




Quem quiser saber vai ter que perguntar para ele mesmo que, próximo dos 90 ainda costuma fazer traquinagens.

Mas seu irmão o Odonel e eu, ambos com a mesma idade não tínhamos nada de bom comportamento! Éramos dois importunos moleques muito massantes. Um dia resolvemos pegar no pé do Geraldo, que era corpulento e já passava da adolescência. Estava ele sentado ali num canto do rancho, sozinho, acompanhado apenas de seus pensamentos.

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1141 GERALDO PROCÓPIO DE OLIVEIRA, sua esposa LIA e cinco 5 de seus
6 filhos - menos a Cleusa.


Aí o Odonel começou a encher o saco do irmão mais velho e, eu, Maria vai com as outras, comecei a fazer o mesmo. Já imaginou os dois fedelhos, cada um de seu lado, zombando de quem estava quieto, ruminando os mistérios escondidos de sua mente?
Talvez o primo mais velho esperasse que desistíssemos da brincadeira, mas ela foi se prolongando indefinidamente. Eram zombarias que nunca acabavam e cada um dos dois molecotes ia inventando novas troças até no ponto que o Geraldo ficou perigoso e se levantou na maior de suas fúrias. Parecia uma vaca brava. Cuspia fogo e fumaça pelas ventas e investiu contra os dois chatos.





Aí cada um tratou de pôr-se a salvo. No princípio, corríamos juntos, mas o primão vinha atrás feito uma locomotiva, na maior de suas fúrias. Para me livrar embrenhei-me no arrozal  que estava bem alto e o Odonel fez o mesmo pouco mais adiante. Nem pensar em ser apanhados. Seeria o maior massacre de toda a história.  Normalmente o Geraldo já era meio doidão, mas furioso como estava, era impensável imaginar o que seria de nós.







Eu corria quanto podia, segundo o tamanho de meu pavor. Atravessei todo o arrozal na região das perdizes perto de Regente Feijó - SP.  Mais distante encontrei-me frente a casa de um arrendatário. Comecei, então, a andar com mais calma porque já não ouvia o ruído do primo furioso. Descansei-me um pouco e depois, com muito receio,  tentei voltar, para casa.



Demorou muito, porque a fuga tinha sido de longo percurso. E se, na volta,  desse de cara com o Geraldo? Cheguei bem desconfiado, espreitando o ambiente. Não vi nem o Odonel nem o Geraldo. Acho que este tinha desistido da perseguição, ou, com o tempo, a sua raiva já tivesse amainado.

Pouco depois, chega cansadíssimo, o Odonel que, parece, tivera de correr muito mais que eu. Aí foi o momento da narração da aventura de cada um. Ele tinha desembestado pelo meio das altas ramagens, sem ver o que vinha à sua frente, quando, de repente, meteu a cara num toco. Mesmo tonto, levantou-se e continuou a corrida, até que percebeu que seu irmão desistira da perseguição. Daí pra frente nem me lembro mais, como foi que tudo se arranjou. Quem quiser saber mais detalhes vá perguntar pro Geraldo, o único dos 5 irmãos que ainda está vivo.

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Um comentário:

  1. Gente, por favor, vão fazendo seus comentários. Alguém recorda de alguns fatos pitorescos acontecidos entre nossos parentes? Conte aqui com todos os detalhes de que se lembra. Não se preocupem com a redação. Se for preciso eu ou o Valdir poderemos dar-lhe uma nova roupagem. Queremos fatos, lugares, nomes etc.

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